Tanto o derrotado Carrilho como o vitorioso Ruben de Carvalho disseram que se tivesse existido uma coligação à esquerda, teriam ganho. Mas, não só haveria que contar com eventual uma coligação à direita (que, fazendo a mesma conta simplista de somar os votos dos partidos separados, ganhava), como fica a pergunta:
Como é que a CDU faria uma campanha anti-PS (ou pelo menos, anti-governo), coligada com este? E o charme de Carrilho não ia espalhar-se para essa coligação?
Também nas presidenciais é notável este erro de contar os votos à esquerda contra aqueles à direita quando este cálculo não só é simplista, como até errado, quando as sondagens mostram que entre quem vota, por exemplo, Louçã, se votar na segunda volta Cavaco-Soares vota mais ao lado de Cavaco que ao de Soares.
O que não espanta tanto se pensarmos que tanto Cavaco como Louçã têm uma imagem pessoal próxima, a de serem pessoas sérias (a tal estória de a quem é que emprestava o carro? A Soares não, a Cavaco ou a Louçã sim.).
1 response so far ↓
1 ana // Oct 11, 2005 at 16:19
eu não imprestava a minha ilda a ninguém! (sim, mas acho que tens razão… tou meio zonza pras presidenciais!)
Leave a Comment