Na série posts para ficar sem amigos:
Segundo um estudo recente, nos EUA, cerca de 17% dos académicos nas ciências sociais descrevem-se a si mesmos como Marxistas, um valor que sobe para 25% na área da sociologia.
Nas humanidades é 5%, nas ciências naturais ou de saúde é 0%.
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Hoje parece-nos incrível como as ciências sociais dominavam o discurso público há uma geração, antes de se tornarem socialmente irrelevantes e intelectualmente desprezadas (eu já ouvi sociólogo usado como insulto). Os números acima mostram, em parte, porquê.
3 responses so far ↓
1 Carla Cristina // Oct 16, 2007 at 00:26
É impressionante, parece que estamos falando de Brasil.
Ok, aqui eu acho que a porcentagem é maior…
2 Tiago Mendes // Oct 16, 2007 at 23:49
De certeza que conheces esta anedota:
“If you are a good economist, a virtuous economist … you are reborn as a physicist. But if you are an evil, wicked economist, you are reborn as a sociologist.”
Claro que tem muito que se lhe diga… entre um economista com queda para sociólogo e um economista com queda exclusiva para algoritmos, o primeiro é capaz de ser uma melhor escolha. Mas isto de um ponto de vista teórico. A questão da sociologia e do marxismo é que, em grande parte, há um problema de auto-selecção: os marxistas vão mais que proporcionalmente para sociologia. Mas mesmo na FEUNL havia alguns marxistas… alguns desistiram, outros insurgiam-se contra a lavagem cerebral anti-marxista dos primeiros anos, era um fartote :-)
(O Galamba pode contar melhor isto).
3 Ciências « o número primo // Oct 24, 2007 at 02:00
[...] pausa curta na série de posts dedicada ao Senhor lá de cima para falar das coisas cá de baixo. A passagem é do Rabbit’s Blog. Segundo um estudo recente, nos EUA, cerca de 17% dos académicos nas [...]
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