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	<title>Comments on: Sobre o PIB</title>
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	<description>Um texto pode esconder outro. Leia duas vezes antes de avançar</description>
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		<title>By: Raul Romao</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-563139</link>
		<dc:creator>Raul Romao</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 10:38:48 +0000</pubDate>
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		<description>http://www.pmeportugal.pt/Geral/Colunistas-PME/Colunistas/Joaquim-Cunha.aspx?M=News&amp;PID=151&amp;NewsID=151

Joaquim Cunha, Presidente da Associação PME POrtugal, redigiu um artigo sobre este tema, e neste explora-o bastante complexo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pmeportugal.pt/Geral/Colunistas-PME/Colunistas/Joaquim-Cunha.aspx?M=News&amp;PID=151&amp;NewsID=151" rel="nofollow">http://www.pmeportugal.pt/Geral/Colunistas-PME/Colunistas/Joaquim-Cunha.aspx?M=News&amp;PID=151&amp;NewsID=151</a></p>
<p>Joaquim Cunha, Presidente da Associação PME POrtugal, redigiu um artigo sobre este tema, e neste explora-o bastante complexo&#8230;</p>
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		<title>By: Rabbit&#8217;s blog :: Ganhar Pouco</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-146356</link>
		<dc:creator>Rabbit&#8217;s blog :: Ganhar Pouco</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 15:30:44 +0000</pubDate>
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		<description>[...] conversa com o Miguel Madeira nestas páginas voltou-me à memória quando há uns dias, num &#8220;evento social&#8221; da faculdade um rapaz [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] conversa com o Miguel Madeira nestas páginas voltou-me à memória quando há uns dias, num &#8220;evento social&#8221; da faculdade um rapaz [...]</p>
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		<title>By: Miguel Madeira</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-127660</link>
		<dc:creator>Miguel Madeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 09:51:29 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Mas uma pessoa não é um mero agente passivo que “recebe” o emprego. Temos imensa escolha quanto ao trade-off entre trabalho/lazer&quot;

Sim, e depois? Em que é que isso invalida a minha afirmação que o uso do PIB como medida de bem-estar não é neutro face à escolha trabalho/lazer (já que países em que as pessoas prefiram mais o trabalho - ou o dinheiro que ele proporciona - que o lazer têm um PIB mais alto que os países em que a preferencia dominante seja a oposta)?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas uma pessoa não é um mero agente passivo que “recebe” o emprego. Temos imensa escolha quanto ao trade-off entre trabalho/lazer&#8221;</p>
<p>Sim, e depois? Em que é que isso invalida a minha afirmação que o uso do PIB como medida de bem-estar não é neutro face à escolha trabalho/lazer (já que países em que as pessoas prefiram mais o trabalho &#8211; ou o dinheiro que ele proporciona &#8211; que o lazer têm um PIB mais alto que os países em que a preferencia dominante seja a oposta)?</p>
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		<title>By: site admin</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-127393</link>
		<dc:creator>site admin</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 01:50:14 +0000</pubDate>
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		<description>Mas uma pessoa não é um mero agente passivo que &quot;recebe&quot; o emprego. Temos imensa escolha quanto ao trade-off entre trabalho/lazer (escolhas relativas à profissão podem interferir com esta escolha, mas continuam a ser escolhas).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas uma pessoa não é um mero agente passivo que &#8220;recebe&#8221; o emprego. Temos imensa escolha quanto ao trade-off entre trabalho/lazer (escolhas relativas à profissão podem interferir com esta escolha, mas continuam a ser escolhas).</p>
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		<title>By: Miguel Madeira</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-127315</link>
		<dc:creator>Miguel Madeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 23:21:10 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A mesma escolha é sempre melhor num país mais rico.&quot;

Não necessariamente - até pode ser que seja assim na prática, mas em teoria é perfeitamente possível uma situação em que, no país A todos os empregos sejam pior pagos que no pais B, mas o pais A tenha um PIB maior por mais indivíduos preferirem os empregos melhor pagos.

Uma variante disto será a opção entre rendimento e tempo livre: há quem argumente que o facto do PIB p.c. norte-americano ser muito maior que o sueco ou o francês não quer dizer que os americanos vivam melhor já que trabalham mais horas e têm menos férias do que os suecos ou os franceses.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A mesma escolha é sempre melhor num país mais rico.&#8221;</p>
<p>Não necessariamente &#8211; até pode ser que seja assim na prática, mas em teoria é perfeitamente possível uma situação em que, no país A todos os empregos sejam pior pagos que no pais B, mas o pais A tenha um PIB maior por mais indivíduos preferirem os empregos melhor pagos.</p>
<p>Uma variante disto será a opção entre rendimento e tempo livre: há quem argumente que o facto do PIB p.c. norte-americano ser muito maior que o sueco ou o francês não quer dizer que os americanos vivam melhor já que trabalham mais horas e têm menos férias do que os suecos ou os franceses.</p>
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		<title>By: site admin</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-127238</link>
		<dc:creator>site admin</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 20:41:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib#comment-127238</guid>
		<description>Acho que apresenta dois argumentos. Um (a troca não-monetária entre vizinhos) é que as medidas do PIB ignoram a economia informal, o que é verdade. Isso é uma deficiência grave de tais medidas.

O outro (de escolher um emprego mais mal-pago-mas-bom vs. outro mais-bem-pago) não me parece responder verdadeiramente à questão.

A mesma escolha é sempre melhor num país mais rico. Basta ver que quem escolhe o emprego mais mal pago ganha na europa do norte ou nos EUA mais do que quem escolhe o mais bem pago em Portugal. (Trabalhar numa consultora em portugal paga menos do que trabalhar numa non-profit americana).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que apresenta dois argumentos. Um (a troca não-monetária entre vizinhos) é que as medidas do PIB ignoram a economia informal, o que é verdade. Isso é uma deficiência grave de tais medidas.</p>
<p>O outro (de escolher um emprego mais mal-pago-mas-bom vs. outro mais-bem-pago) não me parece responder verdadeiramente à questão.</p>
<p>A mesma escolha é sempre melhor num país mais rico. Basta ver que quem escolhe o emprego mais mal pago ganha na europa do norte ou nos EUA mais do que quem escolhe o mais bem pago em Portugal. (Trabalhar numa consultora em portugal paga menos do que trabalhar numa non-profit americana).</p>
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	<item>
		<title>By: Miguel Madeira</title>
		<link>http://blog.luispedro.org/posts/sobre-o-pib/comment-page-1#comment-127108</link>
		<dc:creator>Miguel Madeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 16:48:09 +0000</pubDate>
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		<description>O que o Miguel Madeira diz sobre o assunto: ao usar o PIB como medida, não se está a ser neutro entre a opção de trabalhar mais ou tirar umas licenças sem vencimentos de vez em quando; não se está a ser neutro entre a opção de viver num sitio que se gosta mais mas com empregos pior pagos ou mudar-se para um sitio que se gosta menos mas com empregos mais bem pagos; não se está a ser neutro entre a opção de escolher uma profissão que se goste mais mas aonde se ganhe menos e o oposto, etc.

E se o Luis Pedro arranjasse um esquema em que tivessemos que pagar para ler o seu blog, o PIB aumentava mas talvez ficássemos pior (o que o luis pedro ganhava era o que os seus leitores - os que subscreveriam o serviço - perdiam, e ainda havia a perda de utilidade dos que não subscreveriam)

Além disso, há o problema que, mesmo o bem-estar estritamente material não é medido correctamente pelo PIB: se eu pagar aos meus vizinho para vir regar os meus dentes-de-leão e ele me pagar para ir passear com os cães dele, isso daria um aumento do PIB talvez aior que o aumento real de bem-estar (esse efeito pode fazer que, na transição de uma economia de subsistência para uma economia mercantilizada, o PIB apresente taxas de crescimento artificialmente altas).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que o Miguel Madeira diz sobre o assunto: ao usar o PIB como medida, não se está a ser neutro entre a opção de trabalhar mais ou tirar umas licenças sem vencimentos de vez em quando; não se está a ser neutro entre a opção de viver num sitio que se gosta mais mas com empregos pior pagos ou mudar-se para um sitio que se gosta menos mas com empregos mais bem pagos; não se está a ser neutro entre a opção de escolher uma profissão que se goste mais mas aonde se ganhe menos e o oposto, etc.</p>
<p>E se o Luis Pedro arranjasse um esquema em que tivessemos que pagar para ler o seu blog, o PIB aumentava mas talvez ficássemos pior (o que o luis pedro ganhava era o que os seus leitores &#8211; os que subscreveriam o serviço &#8211; perdiam, e ainda havia a perda de utilidade dos que não subscreveriam)</p>
<p>Além disso, há o problema que, mesmo o bem-estar estritamente material não é medido correctamente pelo PIB: se eu pagar aos meus vizinho para vir regar os meus dentes-de-leão e ele me pagar para ir passear com os cães dele, isso daria um aumento do PIB talvez aior que o aumento real de bem-estar (esse efeito pode fazer que, na transição de uma economia de subsistência para uma economia mercantilizada, o PIB apresente taxas de crescimento artificialmente altas).</p>
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